Mais uma Copa do Mundo.
Desde que passei a torcer conscientemente para o Brasil, que foi na Copa de 1982, esta é a 8ª vez que o maior evento esportivo do mundo cumpre seu papel (ao menos comigo), que é o de reacender meu interesse por futebol.
Porque nos últimos, sei lá, 10 anos talvez, eu praticamente não vejo mais nada de campeonato paulista, brasileirão, Libertadores, etc.
Só vejo sem querer os Gols do Fantástico… quando leio o jornal, eu pulo o caderno de esportes, quando comental sobre o jogo do dia anterior, eu só concordo com a cabeça ou faço cara de pisagem…
Mas na Copa não, pelo contrário. Hoje mesmo foi a primeira parte que li da Folha, até porque tem Brasil X Costa do Marfim daqui a algumas horas…
Acho que o Brasil ganha, mas vai ser difícil e com aquele típico aperto no coração.
Em 1982 eu tinha o hábito de desenhar os gols, reproduzir os esquemas táticos das jogadas certeiras, mais ou menos igual aos atuais gráficos dos jornais… era muito legal e sentia a vibração contagiante na família, na escola e pelas ruas da seleção de Telê. Aquela derrota inesperada para os italianos de Paolo Rossi trouxe uma tristeza tão profunda aos brasileiros que só a morte de Ayrton Senna talvez tenha sido semelhante. Quem viveu, se lembra. Ninguém acreditava no que tinha acabado de acontecer: 3 gols do mesmo italiano? Ah, Valdir Peres, seu nome também ficou imortalizado em minha mente, assim como do Toninho Cerezo…
Depois, tivemos a de 1986, outra grande seleção, outra grande derrota, mas por causa de 82 parecíamos um pouco mais resignados, infelizmente “escolados” no sofrimento. Pena para o Zico, que merecia isso no currículo para superar o falastrão do Maradona.
Daí veio 1990, e foi uma participação tão insonsa que merecemos mesmo perder. Tudo bem que não precisava ter sido para a Argentina, mas paciência.
Finalmente, chegou 94 e, após suadíssimos jogos eliminatórios, naquele esquema Parreira-Zagallo que era novo pra gente, seleção fechada, tocando bola mas criando pouco, finalmente tivemos o Tetra e a vingança sobre os italianos. Viva Taffarel!
Em 1998 havia sim grandes esperanças, mas poxa, ganhar duas seguidas é pouco provável no nível de competição já naqueles tempos, com os clubes europeus dominando os astros… “tudo bem” perder! Teria sido melhor com mais qualidade, claro.
Já em 2002 me parecia mais justo a vitória, e foi bacana torcer pra seleção do Felipão. A equipe era forrada de estrelas, e viva Ronaldinho. Disparados com 5 títulos, reforçamos nosso status de “os melhores do mundo”, e ponto.
O que aconteceu em 2006 acho que ninguém entendeu ainda, mas não estávamos tão empolgados, acho. Foi a primeira Copa com meu filho, mas certamente ele passou a maior parte do tempo dormindo.
Agora estamos todos acompanhando, o Pedro mesmo quer saber um pouco mais sobre futebol, esse esporte que é a nossa cara e nossa alma.
A Júlia ainda não, claro, só 2 aninhos, e se assusta muito com as cornetas e fogos… (a Vuvuzela ainda não apareceu pelos lados aqui de Santana).
Palpite?
Melhor não.
Uma coisa que tô achando interessante é essa briga do Dunga com a imprensa. Ele tem razão em alguns aspectos, é claro que sim. Mas poderia ser mais “político” nessas horas de entrevistas coletivas… poderia agradar mais e ainda criticar. Enfim, pessoalmente nada contra, mas torço para que o time melhore… assim ficamos com mais moral para anular um pouco o falatório em cima da Argentina que, convenhamos, está bem exagerado. Ou será que é porque a Copa da África está bem… chatinha?
A imprensa poderia falar isso também…