Estava escrevendo um post sobre uma canção do Edgard Scandurra para o meu blog “Lendo Quadrinhos” (vejam lá, gente, é só clicar ao lado, nos links), quando comecei a viajar em lembranças da minha fixação pelas músicas do IRA!, ainda hoje minha banda nacional favorita.
Aliás, foi umas das notícias mais tristes essa aí do fim da banda, comunicada recentemente, consequência daquele rolo todo entre o Nasi, o Irmão-Empresário e a Banda…
Enfim, desde a adolescência ouço muito rock e, dentro dessa imensidão, o IRA! ocupa um lugar especial no meu coração e nas minhas memórias…
“Na Bateria: André Jung! No Contrabaixo, Ricardo Gaspa! Nas Guitarras e Vocais, Edgard Scandurra! Eu sou Nasi, valeu!”
Putz, quantas vezes não vi ao vivo a apresentação do quarteto! Fui em mais de 12 shows… em SJC, em São Paulo, em Rio Claro, até em Cachoeira Paulista sob um chuvaréu e o povo pirando… cantava todas até perder a voz, dava aqueles chutes “pseudo-punks” no ar, pulava até cansar, em suma: muito bom!
Conheci o Ira! ouvindo a 89FM dos bons tempos rockeiros quando estava de passagem por São Paulo (morava no interior e lá não pegava a rádio…) e pelo terceiro e mais experimental álbum da banda, o “Psicoacústica” – até hoje um álbum fenomenal e um dos meus favoritos de todos os gêneros do rock – que o meu irmão ganhou de alguém (acho que de aniversário), talvez do nosso brother, o Seigi. Esse álbum é simplesmente fantástico: Rubro Zorro, Manhãs de Domingo, Receita pra se fazer um Herói, Farto…
Adorei a banda e passei a caçar tudo o que podia de música deles, shows, vídeos, aparições… rapidamente descobri que alguns amigos da escola também curtiam os caras e passávamos vários intervalos no Olavo Bilac cantando as nossas faixas favoritas, como Vitrine Viva! Núcleo Base! Dias de Luta! Mudança de Comportamento! Como os Ponteiros de um Relógio (adoro esse nome), etc.
Bons tempos, aqueles!
PS: Abração ao Vitor e ao Cabral!
Se um dia vocês lerem isto aqui, saibam que foi demais caras!
